Juiz de Fora abre série técnica do Plano Estadual de Ciência e Tecnologia

No dia 09 de Março de 2020, na Universidade Federal de Juiz de Fora, ocorreu o lançamento dos Fóruns Técnicos Minas Gerais pela Ciência.

No dia 09 de Março de 2020, na Universidade Federal de Juiz de Fora, ocorreu o lançamento dos Fóruns Técnicos Minas Gerais pela Ciência. Tive a oportunidade de participar e contribuir. Esse fórum faz parte da elaboração do Plano Estadual de Ciência e Tecnologia, de iniciativa da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, presidida Deputada Estadual Beatriz Cerqueira (PT) com participação do Deputado Betão (PT). Destaca-se também a participação da Deputada Federal Margarida Salomão (PT) na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara Federal.

É louvável a iniciativa do parlamento mineiro em propor esses espaços de construção e planejamento participativos para uma visão de longo prazo, capaz de orientar ações, pelo governo de Minas, no curto e médio prazo. Pela ausência de representante do governo na composição da mesa de abertura, pareceu haver desinteresse do atual Governo de Minas para discussão sobre a pesquisa no Estado.

No entanto o processo participativo foi muito interessante. Na oportunidade da reunião do grupo de trabalho, participei do sub-eixo 2: Políticas Públicas para o Desenvolvimento Social e no subeixo 3: Biomas, Bioeconomia, Águas, Energia, Mineração, Agropecuária e Agricultura Familiar.

Junto com pesquisadores docentes e discentes da UFJF, UFV, e mais colegas da Emater-MG e de sindicatos de trabalhadores, tivemos a oportunidade de aprovar/reformular mais de 30 propostas. Novas propostas foram incluídas e duas delas foram muito satisfatórias e quero aqui destacá-las.

A primeira foi exigir a reposição e atualização das bolsas de pesquisa. Identifiquei-me bastante com essa proposta, apresentada por um pós-graduando da UFJF, uma vez que sobrevivi das bolsas de pesquisa desde o ensino médio (bolsa júnior), passando pela graduação, pós-graduação e, depois, em projetos após o doutorado. Quem faz pesquisa no Brasil, na larga maioria, é o explorado estudante, que na condição de bolsista, não tira férias, nem se insere no tempo para acesso à previdência pública. Nada mais justo que tentar garantir o mínimo de direitos para esses trabalhadores.

Outra proposta, esta por mim apresentada, também foi aprovada, a de possibilitar a contratação desburocratizada de fundações das universidades junto aos comitês de bacia hidrográfica. Muita pesquisa pode ser feita nessa parceria, mas hoje, por burocracia, é impedida. Essa proposta pode aumentar as pesquisas no tocante à gestão das águas, produzir melhores resultados aos objetivos da gestão da bacia hidrográfica ao mesmo tempo proporcionando economicidade no uso dos recursos da cobrança do uso da água.

Para mais informações, acesse os sites indicados abaixo.

https://www.almg.gov.br/acompanhe/eventos/hotsites/2019/forum-tecnico-ciencia/index.html?albPos=1

https://www.almg.gov.br/acompanhe/noticias/arquivos/2020/03/09_forum_minas_ciencia_juiz_fora.html

Não deixem de acompanhar notícias sobre Ciências em Minas Gerais pelo portal e revista Minas Faz Ciências.

http://minasfazciencia.com.br/

Quer saber sobre o papel da Ciência na redução das desigualdades? Assista ao debate ocorrido em 04 de Março de 2020 na Escola Nacional de Saúde Pública – ENSP – Fiocruz, RJ.

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Compartilhar no email
Email

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia Também

Se é Fake, não é News

Quando começou a medida de distanciamento social no Brasil por conta da pandemia do Covid-19, nós alertamos para o crescimento das Fake News.  Esse sistema

Home office: ecologia digital e a precarização do trabalho

Nesse novo normal que mais tarde ou menos tarde chegará, certo que o home office terá seu lugar. Muitas atividades resistentes à sua implantação foram obrigadas pela pandemia a se verem “incluídas” no mundo digital, com uma espantosa exigência por produtividade.

Conservação do Solo

Como biólogo tenho muita preocupação com a sustentabilidade do planeta, nesta foto aí estou trabalhando no plantio para recuperação da nascente do Rio Paraibuna, no município de Antônio Carlos.